Abril 03, 2005

Porque não?

A chuva doce cobre os telhados das casas alinhadas. Casas de chocolate. Não, de chocolate não, de caramelo. Sim, casinhas de caramelo. Depois vem o vento empurrar a chuva e espalhá-la por todo o lado. Vem e vai. E eu fico. E tu vens. E tu ficas. E eu vou. Sim, vamos fazê-lo, vamos dançar à chuva, sem medo de parecermos loucos. Ouvimos a música da rua muito alta. Acendemos todas as velas pelo caminho. Depois encostamo-nos ao vidro molhado e adormecemos a sorrir, sem pensar que pela manhã estaremos constipados.