Adeus
Perguntou para não lhe pesar a consciência:
-Como estás?
Mais uns segundos, e insiste:
-O que sentes?
E surge, então, a tão esperada resposta:
-Raiva!,
gritou ela. E logo a seguir soltou um suspiro desesperado. Depois foi o silêncio. Silêncio ensurdecedor.
Ele ia abrir a boca de novo, mas ela logo a tapou com a mão suada, em forma de concha.
-Não digas mais nada.
-Mas…
-Por favor…,
suplicou com as lágrimas quentes a encherem-lhe os olhos. Ele tentou agarrá-la pelo braço, mas ela empurrou-o. Corou. E, num soluço tímido, e noutro, e noutro, virou costas. Virou costas, e nunca mais regressou àquele lugar só deles. “Nunca, nunca, nunca…”, ecoa no velho relógio da memória.
-Como estás?
Mais uns segundos, e insiste:
-O que sentes?
E surge, então, a tão esperada resposta:
-Raiva!,
gritou ela. E logo a seguir soltou um suspiro desesperado. Depois foi o silêncio. Silêncio ensurdecedor.
Ele ia abrir a boca de novo, mas ela logo a tapou com a mão suada, em forma de concha.
-Não digas mais nada.
-Mas…
-Por favor…,
suplicou com as lágrimas quentes a encherem-lhe os olhos. Ele tentou agarrá-la pelo braço, mas ela empurrou-o. Corou. E, num soluço tímido, e noutro, e noutro, virou costas. Virou costas, e nunca mais regressou àquele lugar só deles. “Nunca, nunca, nunca…”, ecoa no velho relógio da memória.


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